Acordes… porquê? Teoria harmônica.

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Definição de acorde

Um acorde é a união de duas ou mais notas tocadas simultaneamente. Há inúmeras combinações possíveis de se fazer com notas, resultando nos mais diversos acordes. Então, para facilitar a vida dos músicos, cada acorde recebe um nome. Esse nome é baseado nas notas fundamentais que conhecemos (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si).

MAS ESSAS NOTAS, POSSUEM INTERVALOS ENTRE ELAS, AS SEMINOTAS QUE AS SEPARAM, CHAMADAS SEMITONS. SÃO 5 SEMITONS ENTRE OS SETE TONS DIFERENTES.  TODAS AS NOTAS, EXCETO MI E SI, POSSUEM SEMITONS QUE A ACOMPANHAM.

Acordes naturais

Antes de aprender como se dá nome aos acordes, é importante saber que alguns acordes recebem o mesmo nome das notas (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si). São os chamados acordes naturais. Cada um desses acordes é formado por três notas. E existe uma regrinha para descobrir quem são essas três notas.

As notas que formam os acordes naturais são o primeiro, o terceiro e o quinto graus de suas respectivas escalas. Mais adiante, iremos aplicar essa regra na prática, para facilitar a visualização. Antes disso, vale a pena saber que um acorde pode ser maior, menor ou suspenso.
Essas nomenclaturas estão relacionadas com o terceiro grau.

PRA SABER QUAIS SÃO AS TRÊS NOTAS QUE COMPÕEM OS ACORDES NATURAIS, VOCÊ DEVE ESCREVÊ-LAS COMO ESCALA. COMO SÃO 12 NOTAS (7 TONS COMPLETOS E 5 SEMITONS) QUE COMEÇAM A PARTIR DA NOTA QUE DÁ NOME AO ACORDE, COMEÇAMOS ASSIM:

Ex.: Acorde Sol (G) é composto por notas da escala de Sol. A escala de sol começa na nota Sol. A escala de todas as notas pro violão, chamamos de diatônica, porque é composta de tons e semitons. Todos os tons, exceto Mi e Si, possuem semitons. Então como ficaria escrito? A escala diatônica de Sol ficaria assim:
G – G# – A – A# – B – C – C# – D – D# – E – F – F# – G
>>> Começa em Sol, com todas as notas exceto Mi e Si acompanhadas de um semitom (Sustenido), e termina em Sol da oitava seguinte (Sol de uma oitava acima).
Onde estão as três notas da tríade que compõe o acorde Sol? É só fazer as continhas: a primeira nota (Sol) é a tônica, a a segunda que seria duas casas depois (Lá), não faz parte do acorde, mas a terceira nota,quatro casa depois (Si) faz parte. E mais duas casas depois, temos a terceira nota que compõe o acorde Sol: Ré. Achamos então a tônica, a modal e a dominante (1a, 3a e 5a nota da escala de Sol).

O que são tríades?

Quando falamos das três notas que formam os acordes naturais, estamos falando da tríade de cada acorde. Esse nome existe para representar as notas básicas que formam um acorde específico. Na maior parte das vezes, essas notas são o 1º o 3º e o 5º graus, formando assim os acordes naturais, como já vimos no artigo anterior. Nesse caso, podemos ter uma tríade menor ou uma tríade maior. Porém, podemos ter outras tríades também, formando acordes mais complexos, como por exemplo, uma tríade aumentada, uma tríade diminuta ou uma tríade sus4. Confira abaixo:

Tríade maior
É formada pelos graus: 1º maior, 3º maior e quinta justa.

Tríade menor
É formada pelos graus: 1º maior, 3º menor e quinta justa.

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Como podemos calcular, o acorde Dó maior faz-se das notas Dó-Mi-Sol (C-E-G), o acorde Ré maior faz-se das notas Ré-Fá sustenido-Lá (D-F#-A), e assim por diante.

Se você perceber visualizando a tabela monstruosa acima, os acordes menores representam a combinação de notas da tríade maior, diminuindo-se um semitom da terça (chamada modal, porque define se o modo será maior ou menor no acorde). Isto é, usa-se o terceiro grau menor ao invés do terceiro grau maior.

Posições no braço do violão para os acordes menores:

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O quê “relaciona” os acordes? Porquê, harmonicamente, uns combinam com os outros?

Os acordes menores são bastante utilizados nas melodias das músicas. Após aprender as posições dos acordes maiores, você pode começar a treinar os acordes menores. A maioria deles não exige uma grande alteração na forma do acorde e geralmente acrescenta ou diminui o uso de um dos dedos a partir do acorde maior.
Assim como os acordes maiores, é possível se fazer um acorde menor de diversas formas, mas é importante saber encaixar cada posição na hora certa, conforme o conjunto de acordes utilizado.
Os acordes menores são formados com as notas 1, 3 e 5 da escala de cada acorde e também são chamados de tríades, assim como os maiores. A diferença para os acordes maiores é que a distância entre a nota 1 e 3 é de 1 tom e meio e entre a nota 3 e a 5 de 2 tons. Nos acordes maiores essa diferença é de 2 e 1 e meio, respectivamente.

A relação harmônica de um acorde menor que se combina com um acorde maior, nós encontramos na repetição de notas em comum que compõem o acorde. Difícil entender? Vamos fazer uma continha matemática então:

O acorde Dó (C) é surge de notas encontradas na escala Dó (escala de notas que começa em Dó e termina em Dó); essas notas, matematicamente, equivalem a Dó, Mi e Sol (C, E e G)

Entre a terceira e quarta nota, e entre a sétima e oitava, pulamos um semitom.

1   2   3   4   5   6   7   8
C   D  E   F   G  A   B  C

Então, vou mostrar agora a relação tonal do acorde Dó maior (C) com UM DE seus pares harmônicos, Lá menor (Am):

A escala de Lá, começa na nota Lá.

Entre a terceira e quarta nota, e entre a sétima e oitava, pulamos um semitom.

1    2    3     4     5     6     7     8
A   B   C#   D    E     F#   G    A

Então, a modal de Lá é C#, seria seu terceiro grau maior. SEU TERCEIRO GRAU MENOR ENTÃO, CONFORME A ESCALA DE 12 SEMITONS, É “C”. Desta forma, o acorde Lá (A) compõe-se se Lá-Dó sustenido-Mi (A-C#-E), enquanto o acorde Lá menor (Am), compõe-se de Lá-Dó-Mi (A-C-E).

Olhe novamente: a tríade de Dó maior é composta de Dó-Mi-Sol
Acorde C = C / E / G
A tríade de Lá menor é composta de Lá-Dó-Mi
Acorde Am = A / C / E

Relação tonal é isso. Acordes que possuem notas em comum na sua estrutura. Tanto o acorde Dó quanto o acorde Lá menor, possuem duas notas em comum harmonizando. Naturalmente então, se combinam.

Aulas iniciais: apresentação, introdução

Nas nossas primeiras aulas, vamos nos familiarizar com o instrumento, entender como se produz os sons, e onde se encaixa todo conteúdo teórico relacionado à harmonia, melodia e ritmo.

Os conceitos básicos de notas e acordes, bem como onde posicioná-los no braço do violão, está na apostila introdutória, mas sempre vale à pena tê-los a mão:

Acordes maiores para violao
Melodia:  é uma sucessão coerente de sons e silêncios, que se desenvolvem em uma sequência linear com identidade própria. É a voz principal que dá sentido a uma composição e encontra apoio musical na harmonia e no ritmo. Na notação musical ocidental a melodia é representada no pentagrama de forma horizontal para a sucessão de notas musicais e de forma vertical para sons simultâneos.images (2)

Os sons da melodia possuem um sentido musical. A sucessão de sons arbitrários não se considera que produz melodia. Os sons que formam a melodia possuem quase sempre durações diferentes. Este jogo de durações diferentes é o ritmo. Os sons de uma melodia não têm todos a mesma música, mas alturas (frequências) diferentes.

Também conceitua-se Melodia como o encadeamento harmonioso e bonito de sons musicais. Notas e timbres agradáveis que se envolvem em tempos, intervalos, alturas e andamentos diferentes.

A melodia em sí só pode ser “ensinada” na prática, apesar de ser tão claramente descrita em palavras. Estes sons serão estudados afundo no desenvolvimento das melodias usando também os conceitos teóricos descritos aqui.

POSIÇÃO DA MÃO ESQUERDA

Por último e não menos importante, está o estudo prático e teórico de ritmo, envolvendo todas as terminologias relacionadas, e posteriormente, acrescentaremos um conteúdo teórico mais aprofundado, através do aprendizado da escrita musical.

Durante o primeiro mês de aula, sugiro o download de todos os podcasts de áudio com as batidas e dedilhados estudados nesta fase.

Como complemento, também deve ser acompanhado os 4 videocasts de aulas sobre tempo, duração, batida e compasso, e os 4 videocasts de exercícios para a mão da boca do violão e para a mão do braço do violão.
Durante as aulas introdutórias, seguiremos uma sequencia de ações que se tornarão uma rotina: primeiramente, vamos afinar ambos os violões com diapasão; durante o afinamento, vamos aprender a identificar as vibrações desarmônicas, corrigir sons que distoam de uma corda pra outra pela vibração da 5a/4a casa pressionada (treinamento prático de ressonância para os ouvidos), e identificar oitavas (série harmônica).

mão Importante ressaltar que toda aula terá correção da postura ao empunhar o violão, exercícios iniciais para relaxar a mão na boca do violão e para alongar e flexionar melhor os dedos no braço do violão.

Eu procuro não exagerar nos exercícios de escalas no braço do violão, logo de início, pois é uma fase enfadonha e cansativa, e os mesmo exercícios podem ser desenvolvidos e melhor praticados com o avanço de outros tipos de exercícios menos dolorosos e entediantes. Mas teremos treinamento de escala cromática e diatônica maior durante o primeiro mês, aos poucos.

  • Procurando por música? Sim, logo nas primeiras aulas, decidimos qual é o estilo preferido do aluno (sempre prevalecerá a vontade do aluno no estilo que deverá ser explorado mais afundo), logo na primeira aula, treinamos movimentos básicos na boca do violão, posicionamento dos dedos em acordes simples, e a partir da 3a aula, já nos aventuramos a cantar tocando uma melodia simples porém agrádavel, num ritmo fácil de assimilar e com harmonia básica de 2 a 3 acordes. Como o planejamento baseia-se em duas aulas de uma hora de duração cada semanais, em 6 aulas, planejamos tocar no violão uma música inteira, cantando.
  • Esta é a etapa que torna tudo muito mais prazeroso e divertido: na conclusão de 8 aulas, estaremos tocando várias músicas em 3 batidas de ritmos diferentes e um dedilhado simplificado 🙂

Obtenha maiores informações sobre meu método próprio de desenvolver as técnicas de aprendizagem no violão popular. OK?

De acordo com o conhecimento e nível de aprendizado do aluno, paralelamente estudaremos composição e criação musical, para aqueles que já têm uma boa bagagem e habilidade com o violão, mas tem curiosidade em criar música, por livre inspiração e usando de sua própria virtuose aliada ao estudo teórico da métrica tonal.